26 de set. de 2009

"Quem mexe com internet fica rico sem sair de casa (...) estudar pra quê?"


Voltei do Congresso em Minas e nem pra avisar, né? Hehehe. É que eu mal voltei e tive que resolver vários problemas no trabalho e a faculdade começou na semana seguinte, então minha vida virou de cabeça pra baixo. Exemplo disso é que eu deveria ter ido ao centro do bairro agora pra jogar na loteria e estou aqui, TRABALHANDO (na tradução freela) e parei pra dar uma atualizada no blog =) ninguém é de ferro, né gente? ;D

Na foto, parte da calourada de japa esmolando dim-dim em Copa - mas o povo lá é metido e não dá nem ATENÇÃO pra gente. Triste... bom, mas os gringos se divertiram com a gente (menos uma espanhol escrota ¬¬) e a gente também riu bastante com eles, isso que importa =)

Mas a música do Pato Fu ali no título é pra explicar a vontade que nós, calouros, estamos de simplesmente trancar a matrícula na Uerj e migrar pra qualquer outra faculdade. Ou até mesmo fazer outro vestibular. A única coisa que nos faz permanecer inertes é a preguiça de estudar toda aquela química de novo! XDDDD

Por lei, calouros não podem ficar sem turma. E não é complicado saber o porquê: é óbvio que se vc fica sem turma logo no primeiro semestre de aula, você fica descontente com a universidade, certo? Foi exatamente isso que aconteceu comigo e mais metade dos alunos de várias outras habilitações de letras.

Simplesmente fomos aceitos apenas nas matérias específicas de nossos cursos (galera de japonês só ficou em Língua Japonesa, galera de Francês só em língua Francesa, etc), e nas outras 7 matérias, não. Esperamos o período do tal do SAID (Solicitação de Alteração de Inscrição em Disciplinas, pra tentar reingressas nas nossas salas, que não escolhemos; elas foram indicadas pra gente quase que arbitrariamente xD) pra tentar reverter o caso, mas não conseguimos nada após uma semana tentando. O povo da secretaria, além de muito mal educado e sem um pingo de paciência pra resolver os problemas que eles próprios criam, ainda se acham no direito de enxotar os alunos dali. Uma amiga perguntou "Posso tirar uma dúvida?" e o cara respondeu "Não" na cara dela. Uma falta de respeito total.

Então, uma amiga (Débora) resolveu falar diretamente com a diretora do curso ou algo assim, e a diretora tomou um susto. Ela não sabia que a situação estava crítica a este ponto, até porque nada foi reportado a ela. Ela disse que a orientação que é passada à secretaria é pra avisar a direção sobre estes casos sempre que eles ocorrerem. Acontece que isto SEMPRE ocorre segundo uma das secretárias que nos atendeu (a única simpática e solícita, diga-se de passagem), mas o problema nunca é repassado aos superiores. Segundo a diretora, isto pode render aqueles processos internos pra saber de quem é a culpa por tal problema ter acontecido e, como os funcionários da secretaria são contratados, podem até mesmo ser demitidos.

Ela, então, indicou que falássemos com o chefe da secretaria, sr. Kleber, que foi um amor de pessoa. Pegou minha matrícula e fez as alterações que podia fazer (porque neste sistema do SAID apenas 3 matérias podem ser alteradas) e o resto, ele entrou com um processo especial que só é creditado no período depois do SAID (que vai do dia 16 ao dia 30 deste mês) e que leva em média mais 2 semanas pra estar na pauta do professor. Pediu para que eu repassasse as informações aos demais alunos mas avisou que ia fixar avisos pelos corredores para alertar os demais sobre como proceder. Dito e feito, no dia seguinte tava tudo lá =)

Falou também com a secretaria e explicou como tudo deveria ser feito. Aí, então, fomos bem atendidas (vai entender...), mas nossa indignação não ficou só aí: além de ter-nos feito ficar sob um estresse absurdo por DUAS semanas, ainda nos trocaram de TODAS as turmas. Já com notas, presenças e várias xeroxes, eles trocaram nosso professores todos, o que está causando um caos não só pros alunos, mas pros docentes também. Uma repleta falta de respeito.

A vontade que dá é largar tudo pra lá, não só pelo modo como nos atenderam mas também pela incapacidade mental de organizar os horários como DEVEM ser organizados. Além disso, o Centro Acadêmico de letras não passa de um fumódromo e trepódromo, com sofás quebrados, ventiladores com apenas uma hélice e computadores tão velhos que nem ligam mais. Se nosso CA fosse competente e com um corpo discente forte, já teria resolvido este problema há tempos, como faz o CA de Engenharia, um dos melhores e o mais bem visto pelo Reitor da universidade.


Portanto, se alguém aqui está pensando em mudar de faculdade OU entrar na Uerj porque é mais perto ou pelo excelente resultado do curso de Letras no Enade, deixo aqui a mensagem pra pensar duas (mil) vezes antes de fazer sua escolha, pois o setor de Letras é extremamente bagunçado e negligente. Os professores são ótimos, sem dúvida, os alunos também são ótimas pessoas e o ambiente é super familiar, o trote não é pesado (super light e democrático xD afinal, nós pedimos pra pintarem a bandeira do Japão na nossa cara e eles aceitaram! hahaha) e sempre tem algum fórum ou congresso super interessante acontecendo pela universidade. Mas em questão de bom atendimento, a Federal dá de 10 a 0. Sem contar que a gente vai estudar até meados de janeiro por conta da greve de 2008, enquanto todas as outras terminarão suas aulas em novembro/dezembro. Vale lembrar, também, que ano que vem tem eleição e reza a lenda que a Uerj sempre faz greve em ano par. Coincidência...



Bom... agora que eu já vou indo. Tenho que fazer muita coisa e hoje pretendo sair um pouco pra me livrar deste estresse. Acho que vou pra Cometa do Sul, no Méier, comer umas batatas com o namorado e uns amigos, mas até lá preciso terminar a tradução, jogar na Mega Sena e arrumar a casa \o.


P.S.: fotos da viagem no meu Orkut, ok? Quem quiser, é só pedir ;)
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6 de set. de 2009

"Não deixe nada pra semana que vem, porque semana que vem pode nem chegar"


Sabe... quando a gente vai crescendo, a gente percebe que ser impulsivo nem sempre é ruim. E que não importam as circunstâncias: se você pode, por que não fazer? Bom, quando você chega à faculdade, percebe que as coisas são realmente assim.

Minha vida tem sido mundana até aqui. Sério mesmo, não fiz nada do que me propus a fazer. Falei que ia adiantar minha vida no latim - necas. Falei que ia tentar adiantar pelo menos uma leitura - necas. E agora, como se não bastasse, to saideira a congressos. Recém voltei de um da USP e já estou indo para Ouro Preto - outro congresso. E eu ainda nem fui pintada, as aulas só começam na semana que vem (dia 14).

E é claro que eu não tenho dinheiro pra bancar tudo isso... mas graças à minha mãe, eu tenho cartão de crédito, isso ajuda MUITO nossa vida em algumas situações. Não estou sendo metida, não me entendam mal - se eu fosse pagar tudo isso de congressos à vista (juntando os custos de hospedagem e ônibus de rodoviária), eu não almoçaria nem jantaria neste mês inteiro. E no cartão... bom, eu posso parcelar a fatura do mês que vem, isso dá um alívio, né. E é daí que vem a possibilidade de fazer essas peripécias. É daí que sai a possibilidade de se infiltrar em encontros aos quais você, teoricamente, não foi convidada - no entanto, se tem algo que eu aprendi com a vida é ser cara de pau :)

Sim, porque os caras de pau se saem bem em muitas situações. Levam descontos, falam com pessoas importantes, estão presentes em vários locais onde as demais pessoas seriam barradas - não que eles não sejam, mas pelo menos permanecem algum tempo lá, rsrs. E aprendi um pouco com isso.

Se eu posso, eu tenho que ser cara de pau! Tenho que me expôr, me aventurar e cativar quem está ao meu redor. Tenho que mostrá-lo que sou capaz pelo simples motivo de eu ter essa possibilidade. Até porque, o presente é um espaço de tempo ínfimo, quase inexistente, e quando você menos espera, ele já se transformou em passado. Portanto, você precisa aproveitar o agora como se não houvesse depois, porque algum dia pode não haver mesmo. E é como dizem: é sempre melhor se arrepender do que você fez do que pelo que você não fez - ao menos você vai ter o prazer de ter tentado.


Acho que é mais ou menos isso o que eu estou procurando: pessoas apressadinhas que, assim como eu, têm sede de algo mais. Pessoas que, se podem, fazem, mesmo que depois se fodam XDDD porque eu vou ficar muito ferrada com essas viagens, mas sei que a longo prazo, serão recompensadas. Afinal, um pedaço de papel pode valer muito mais do que uma fatura do cartão. Só depende da sua vontade.


E ao fim de tudo, nada melhor do que comer um Yakisoba de boteco na Liberdade (SP) com os amigos novos da Federal do Rio \o que nem minha faculdade é! huasuahuas.
tá vendo? e se eu tivesse deixado pra outro dia? teria perdido muitos risos...


Arriscar. Sempre. E não abaixar a cabeça diante das dificuldades. As pedras existem, mas ponta-pés também ;D


Abraços, pessoas. Volto dia 11! ;*
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