23 de out. de 2010

"Moramos na cidade, também o Presidente, e todos vão fingindo viver decentemente"

Aaaahh... puts, faz muito tempo que eu não escrevo nisso!!! *assopra teia de aranha*
Andei tendo umas pendengas aqui em casa, as coisas foram saindo dos eixos... acho que agora, exceto pela faculdade, tá indo tudo certo. =)

Entre a viagem de PoA e este mês (de aniversário *0*), eu andei viajando de novo. Mais um congresso, dessa vez em....



... BRASÍLIA!!! =D

Tá, não foi nada fácil ir pra Brasília. Isso aconteceu mais ou menos em agosto/setembro, mas desde junho eu estava tentando conseguir um ônibus que levasse a turma da Uerj até o planalto central. Era um congresso de estudos japoneses no Brasil (anual, mas que agora será bianual) e, para estudantes de língua e cultura japonesa, é O evento já que para muitos é uma das poucas oportunidades de estar em contato com 100% da língua nativa e treinar o idioma.

Foram 2 meses de burocracias que não foram resolvidas até hoje. A Uerj é uma vergonha, gente. Quem quiser passar pra lá fique sabendo que a faculdade não dá apoio nenhum à cultura do aluno se ele quiser ir a congressos e eventos, ok? Ou é por sua conta, ou não é.

A sorte é que uma professora da UFRJ chamada Tominaga informou aos alunos da Uerj que restavam algumas vagas no ônibus da UFRJ e que elas poderiam ser preenchidas com alunos de outras instituições. Da Uerj mesmo só foram dois: eu e a Joyce, uma guria de italiano que pega japonês como eletiva. Levei comigo um amigo, o Tay, que tinha um amigo em BSB chamado Di e que foi super gente fina! =)

De ônibus seria 1 dia e meio de viagem, só pra ir. O evento era em um sábado e um domingo. Fui de avião porque não pude faltar ao trabalho e concluí uma coisa: WEBJET É CASTIGO DE DEUS!



Sério, gente. Quê que é aquilo? Eu já tinha viajado uma vez, mas acho que me esqueci de quão desconfortável é aquele banco, de quão pequena é a aeronave. E principal: na Varig/Gol você paga R$200 e come sanduíche, de vez me quando tem até refeição. Na Webjet você paga R$100 e come isso, não importa quão longa é a viagem:



Saí de casa às 6h pra pegar o voo das 7h e só chegar em Brasília 3h depois. Café da manhã pra quê, né, teria o coquetel do congresso mesmo. Acho que a tripulação já estava avisada disso, apesar de só haver 5 congressistas na aeronave.

Chegando em Brasília é engraçado, porque você consegue ver nitidamente a diferença entre RJ, MG e o DF. RJ tem serras, mas é pouco se comparado a Minas, que é um sobe e desce danado. Vai chegando perto de Uberaba e a situação vai mudando, vai ficando menos ondulado. Chegando em Brasília parece até cena daquele filme "Sinais." Tem muito círculo no chão, muito! E são coloridos: verdes, amarelos, marrons... e é tudo plano.

Chegando no DF a primeira impressão é a do nariz. CACILDA, como tava seco. Chegamos na semana mais crítica, umidade a menos de 20%. Eu estava com meu Aloe Lips (melhor que manteiga de karité porque, se ela ficar exposta muito tempo ao sol, queima. O Lips, não) e deu uma melhorada. Mas eu tava retocando a cada 10 minutos, o clima tava seco demais. Mas eu não tive muitos problemas, não. Engraçado é que deu pra sentir uma coisa estranha na garganta. Não sei dizer se ela estava seca. Ela estava apenas diferente e incomodando um pouco. Depois passou =). Acho que me adaptei bem a Brasília, mas conheço gente que passou muito mal, nariz sangrou, etc.

Quem nos recebeu em BSB foi o Di, o amigo do Tay. Chegamos no aeroporto às 10h30, o evento teria começado às 8h30. Pegaríamos um ônibus que ia direto pro local (UnB), mas demorou muito e pegamos um que deu a volta na cidade toda. Bom, chegamos no congresso a tempo de pegar as credenciais pra almoçar com desconto no bandeijão (que eles lá chamam de R.U. - restaurante universitário) rsrsrsrsrs. Falo mesmo: a comida só tava deliciosa porque eu saí de casa com um Toddynho forrando o estômago.

Mais uma vez não tive tempo de conhecer a cidade. Do aeroporto demos uma volta em BSB toda, como já disse, e com isso chegamos a ver os bairros mais nobres da cidade e alguns shoppings. Passagem lá é muito barata (em comparação com o alto custo da cidade) e o mais legal é o ponto de ônibus =D



Tem livros! =D
É assim: enquanto você espera o ônibus, pode ficar lendo livros. Se quiser, pode até levar consigo, mas tem que devolver na parada que você descer. Legal, né? =D
Interessantemente, não havia livro algum em parada alguma perto da Secretaria de Educação....

Vista do local do congresso (e de aproximadamente qualquer lugar com 3 ou 4 andares de altura), a cidade é mais ou menos assim:



Do avião dá pra ver bem: Brasília é quase totalmente plana e elevada. Parece que foi elevada e aterrada justamente para que uma cidade pudesse ser construída ali. Claro que ela foi planejada, só não sei se a área foi realmente "alisada" ou não. Mas por ser centro-oeste, a vegetação natural é de cerrado e a terra é vermeeeelha. Engraçado também é que a vegetação rasteira pega fogo DO NADA! huasudhuds =P. É o efeito da falta de umidade.

Divertida foi a hora de dormir. Ficamos num alojamento junto com a galera da UFRJ. O lugar foi o Clube Nippo de Brasília, às margens do Paranoá (lindo!). Muito calor de manhã, região de clima desértico... já podem esperar o que vem à noite, né? Um frio do car*lho. Boatos disseram que na noite em que a galera chegou fez MUITO frio e MUITO vento. O alojamento do clube ficava dentro do ginásio e tinha duas áreas: uma lá em cima, pra galera dos sacos de dormir (porque era uma área mais fechada) e outra lá embaixo pra quem quisesse montar barraca, porque era uma área mais aberta. Bem, as barracas voaram pra área dos sacos de dormir =P

Na noite que passei lá foi bem mais tranquilo, nem ficou tão frio. Mas isso não quer dizer que a situação tenha ficado menos caótica.


Sim, algumas pessoas acabavam rolando pro lado e dormindo de conchinha com outras, sem querer XD. Ou por querer, sei lá, né. Nunca se sabe =p

Voltei no dia seguinte com a galera da UFRJ pra economizar dinheiro. No total, foram 18h de viagem de volta. Foi divertido porque o povo só ficou falando palhaçada, teve concurso de piada... foi muito legal. Só me arrependo de não ter conhecido muito bem a cidade, queria ter tido tempo o suficiente pra ficar mais e ver os pontos turísticos! :)

Mas aviso aos navegantes: É CARO! Tanto pra morar quanto pra viver.
Uma casa barata, "de pobre", não sai a menos de meio milhão. Uma kitnet, não a menos de 400.000. O bandeijão era R$2,50 se não me engano só porque a gente tinha desconto e pagava como aluno da UnB. Alimentação lá, em geral, é cara, já que eles mandam vir alimentos de outros Estados.

O local onde eu estava, apesar de no meio do nada, era uma parte bem nobre da cidade e relativamente próxima da Esplanada dos Ministérios, ou seja, tinha bastante segurança. Todo o centro de BSB é muito bem servido de força militar e policial. Nas áreas mais abertas/descampadas (como os campos enormes da UnB, que é bem afastada do centro), sugere-se não cortar caminho pelos matos, mesmo quando são baixos. Mesmo de dia há perigo de estupros.

Vida noturna lá, pelo que fiquei sabendo, resume-se a shopping, cinema, boite e restaurantes - especialidade de Brasília. Também não fui a nenhum, mas assim que tiver tempo, vou!!! >_<. Esses congressos-relâmpago tiram um fim de semana de nossa vida e nem temos recompensa por isso ¬¬" Vale a pena conferir. Bom, eu sou suspeita, porque eu acho que deveria existir um fundo de apoio ao turismo neste país. É triste saber que nem 40% da população conhece sua própria capital. Algumas pessoas não conhecem nem mesmo a capital dos seus Estados, o que eu acho que deveria ser primordial. Pelo menos uma vez na vida a pessoa tem o direito de viajar e conhecer esses lugares, nem que seja pra ficar 3 dias. O Governo tem verba o suficiente, mas a Suíça impede que isso aconteça, se é que vocês me entendem.

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Dicas:
- Visitem Brasília em épocas fora da seca.
- Você deve amar seu cantil de água acima de todas as coisas.
- Levem dinheiro de sobra, mas muito cuidado com os batedores de carteira. Tem em tudo quanto é canto.
- Tem uma moça que vende docinhos em frente ao bandeijão que faz um casadinho DELICIOSO!!! O melhor da minha vida!!
- Vejam o pôr-do-Sol no lago Paranoá.
- Cariocas e baianos: levem casacos pra pegar 15ºC, especialmente se a hospedagem for próxima do Paranoá. Paulistas e gaúchos: levem uma camiseta, de noite bate uma brisa.

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foto tirada deste site aqui.

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23 de mar. de 2010

"O que é que PoA tem?"


De 19 a 22 deste mês estive em PoA para um congresso - e só não fiquei mais porque precisava voltar pro RJ para trabalhar e tentar pagar a fatura do cartão de crédito, que, pelo visto, não vem baixa...

O congresso foi excelente! Evento realizado pela ABRATES (Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes) com participação de palestrantes incríveis como Roney Belhassof, Claudia Chauvet, Sandro Ruggeri, João Roque Dias, entre outros. Evento completíssimo - até demais, porque só me sobrou tempo de curtir um pouco a cidade no domingo! Rsrsrs.



O evento foi na FIERGS, um centro de convenções e eventos muito similar ao RioCentro. Local lindo, por sinal. Ótimo trabalho de jardinagem, instalações excelentes, pisos impecáveis. Aliás, minto: a única coisa que pecava era o piso PRETO do BANHEIRO. Em santa consciência, quem permitiu aquilo? Enquanto você fazia suas necessidades, você era facilmente visto por quem estivesse na cabine ao lado da sua, já que a iluminação do toilette refletia no chão e o deixava iluminado também, fazendo com que tudo sobre ele fosse refletido. Santa incompetência, Batman!...

Fora isso, o que eu achei curioso é como um show do Guns 'n Roses foi realizado num local tão... BOM! rsrsrs. Sussurros disseram que o show foi no teatro do local, que é bem espaçoso. Well, whatever, never mind...


Há alguns anos atrás, quando havia aquela febre de fotologs, eu criei um e logo conheci um cara chamado Lucas. Começamos a conversar pelo fotolog, depois trocamos MSN e, de repente, ficar madrugadas rindo na webcam com ele passou a ser estupidamente natural. Eu havia prometido a ele que um dia eu ainda iria pro RS conhecê-lo e fazê-lo andar comigo a cidade inteira, mostrando pontos turísticos e interessantes.

"Been, done", segundo Nickelback, em "Photograph". Eis que, por ordem do destino, o congresso da ABRATES foi justamente em Porto Alegre e eu tive o imenso prazer de conhecer a pessoa que sempre me fazia rir ou ficar pensativa no MSN.


E não é que ele me fez andar MESMO pela cidade?
Depois de pegar um ônibus diferente do que eu tinha pego para ir ao congresso e me perder num lugar chamado Agostinho - que eu até agora não sei se era bairro, município, vilarejo ou brejo - Lucas resolveu me fazer andar do centro de PoA, onde eu estava, até o Brik da Redenção. O trajeto é de, aproximadamente, 1,5km.

Imagem retirada deste site aqui , que eu achei pelo Google Images.

O Brik da Redenção (ou Parque Farroupilha, não sei dizer ao certo se é a mesma coisa) é um dos locais onde ocorreu a Revolução Farroupilha. Aos domingos existe uma feira de artesanato e quinquilharias muito interessante, além de várias pessoas de diversas classes sociais e tribos irem ao parque para se reunirem, tomarem chimarrão, fazerem pic-nic e curtir uma agradável tarde na companhia de tantas outras pessoas entre nativos e turistas. Muitos dos vendedores de quinquilharias (entendam este termo como "artigos antigos") costumam ir até o Uruguai, Paraguai ou Argentina comprar os produtos e os revendem no Brik.

Imagem retirada da Wikipedia

O Brik da Redenção é realmente um lugar muito tranquilo, arejado e limpo. SIM, limpo. Tem algumas pichações em alguns monumentos (um, inclusive, é muito semelhante ao arco do triunfo Oo") mas, no geral, a área é bem limpa e mantida. Quero voltar lá um dia, especialmente quando estiver BEM FRIO!!! *__*

Depois, fomos (andando, de novo) até o Guaíba, que é o rio que faz a ligação do RS com o Uruguai. Após 6h de navegação, você está fora do Brasil. É bem estranho lembrar disso já que, pra mim, em 6h, o máximo que eu vou é pra São Paulo, rs. Aliás, foi uma experiência única ver o pôr-do-sol no rio Guaíba, porque até então eu só havia visto pores-de-sol em praias ou montanhas. Foi algo real e incrivelmente magnífico. Só não sei se eu apreciei mais porque a vista era belíssima ou porque eu estava fisicamente esgotada por ter andado outros tantos 2,4km entre o Parque Farroupilha e o rio...


Momento Carol Autista e Lucas Fotógrafo, rsrsrs...


Também, depois de andar, aproximadamente, 3,9km em apenas um dia, não é difícil adivinhar o que aconteceu comigo, né? Sem contar que Lucas se perdeu na cidade tentando achar o caminho que ia pro rio, então me fez andar quase meio quilômetro além do que eu deveria! XD



Foi o único dia de congresso que eu realmente pude aproveitar, porque nos demais fiquei enclausurada na FIERGS praticamente o dia inteiro - o que não foi nada ruim, porque, sinceramente, eu não senti o tempo passar. Também não senti o tempo passar com o Lucas e, se ele não precisasse pegar o último ônibus (às 21h) para ir pra casa, eu teria ficado lá no Guaíba com ele a noite inteira, se deixasse, porque o papo tava ótimo, o vento tava na temperatura perfeita e tava muito bom ficar deitada na grama olhando pras estrelas! ^^


Congresso excelente, cidade maravilhosa, iguarias preciosíssimas!... Só não provei o Chimarrão - MAS CALMA!!! Não me apedrejem! Eu comprei 200g de chimarrão (amargura média, pra provar) assim como a cuia e aquele canudo especial cujo nome não me vem à cabeça. Assim que der, eu faço em casa. Já me ensinaram, parece bem fácil. =)

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O que é que PoA tem?

- A maior concentração de loiros naturais de olhos azuis de fábrica do Brasil, desbancando completamente a população dos bairros mais nobres da zona sul carioca;
- Um sotaque MUITO, MUITO lindo!! *__*
- Casacos de lã a R$100 e artesanatos lindíssimos e muito baratos;
- Metrô para outras CIDADES. Que sirva de exemplo para os governantes da Baixada Fluminense;
- Botas de couro a preço de banana - e, em contrapartida, bananas a preço de morango...
- Parques limpos e apoio à cultura;
- Churrascarias. Estando elas no Rio Grande do Sul, não precisa de maiores explicações, né?

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Onde fiquei: Hotel Erechim
Avenida Júlio de Castilhos, 341. Bem no centro da cidade, próximo ao Mercado Público e ao camelódromo.

Valor da diária: R$35
Convênio com a rede HI - Albergues.

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