30 de dez. de 2011

"Vai voando, contornando a imensa curva norte-sul. Vou com ela viajando: Havaí, Pequim ou Costazul."

Adaptação de "Aquarela", do Toquinho, em uma apresentação na praia de Costazul, distrito de Rio das Ostras, há uns 10 anos.

Eu sei que estou enrolando um pouco com as crônicas de Natal que prometi a alguns no Facebook. Estou um pouco enrolada com os detalhes das crônicas (algumas nem são bem "crônicas", mas mantive o nome pelo significado social das críticas embutidas), além de um pouco mais enrolada ainda com essasfestividades de fim de ano. Quero descansar um pouco também: apesar de viajar para Rio das Ostras, meu paraíso particular, no próximo dia 02, também vou retomar as atividades de tradução freelancer, o que vai tirar um pouco do meu tempo e do meu período de descanso na rede com água de coco e bons livros, então estou aproveitando um pouco os últimos ares que me restam. Aguardem: a fornada sairá em breve.

Sentirei saudades - da internet, não do Rio de Janeiro. Está infernal o calor por aqui. Andei vendo uns gráficos engraçados sobre o calor nessa região. Tipo este aqui que andou rolando pelas redes sociais:



Se bem que atualmente está uma temperatura bem amena. Não tem passado dos 28ºC, pouquíssimo sol, ventos esporádicos... parece até Mariana! :D


No mais, estou fazendo as malas para viajar. Devo passar umas 2 ou 3 semanas fora. Não esperem atualizações neste período. Beijos, boas entradas para todos (com ou sem duplo sentido, deixo a interpretação por suas contas e riscos) e que 2012 seja, de fato, um ano NOVO! :)

Fui ;*



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21 de nov. de 2011

"Here comes the rain again, falling from the stars, drenched in my pain again becoming who we are."

Porque sempre chove, de uma forma ou outra, em qualquer lugar e a qualquer hora.
Acontece que chuvas deixam marcas, lembranças, resquícios, sinais... elas não simplesmente vão embora, sempre restam, sempre lembram as pessoas de que estão ali. E, se evaporam, viram nuvem pra chover de novo; é um ciclo vicioso, viciante. Incontrolável.

Não posso controlar a chuva, só posso especular quando ela cairá pra tentar fugir das gotas. Mas elas me afetam de qualquer forma, é inútil tentar escapar da água quando ela quer te atingir.

Mas às vezes a chuva simplesmente chove sem anúncio prévio, sem me dar tempo suficiente para pensar nas minhas atitudes, o que fazer, como me proteger. E me molho, me encharco, chove um rio dentro de mim e seu curso é incerto, é imprevisível, só consigo sentir o fluxo abrindo passagem por veias e vasos, encharcando e esvaziando meu coração, tentando, ao máximo, me controlar em cada movimento.

Como uma ação involuntária, o coração esquenta, a chuva evapora, sobe à cabeça, enevoa meu cérebro, deixa minha razão turva. Coração quente, mente fria; dicotomia humana. Pensar ficar difícil, é preciso liberar a chuva, que, rebelde, se externaliza como a mais bruta das cachoeiras.

E seu curso continua incerto: onde ela cairá? Sobre quem? Qual próxima mente ficará enevoada? Aonde a bruma irá? Quando voltará? Voltará? Por quê? Por quem?

Chuvas só me trazem perguntas; chuvas só me trazem tornados.
Não gosto de chuvas, não gosto de fazer cair a Babel que eu levo por dentro.




"Me dá a mão, me leva embora,
Passou da hora, já bebi demais (...)
Deixar de te amar não é pra mim,
Não se deixa de amar assim (...)
Não se desama dando um mero tchau."


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